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Governo exonera diretor do Dnit suspeito de envolvimento na fraude do INSS

A saída de Marcos de Brito Campos Júnior ocorre quase um mês após a Polícia Federal apontar suposto envolvimento dele com a fraude no Instituto Nacional de Seguro Nacional (INSS)
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 12/01/2026 17:17

O governo Federal exonerou Marcos de Brito Campos Júnior do cargo de diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).

A demissão foi publicada na noite de sexta-feira (9/1), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

A saída de Marcos de Brito Campos Júnior ocorreu quase um mês após a Polícia Federal apontar suposto envolvimento dele com a fraude no Instituto Nacional de Seguro Nacional (INSS).

Para a Polícia Federal, que comanda a Operação Sem Desconto, Marcos de Brito Campos Júnior atuava como um facilitador no esquema que apura descontos irregulares de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A PF chegou a pedir, em 18 de dezembro, prisão preventiva ao suspeito.

Esse pedido, porém, foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

O magistrado determinou que Marcos de Brito Campos Júnior usasse tornozeleira eletrônica e restringisse contato com outros investigados por fraude no INSS.

Pagamento de propina

Na operação que embasou o pedido de prisão preventiva a Marcos de Brito, a Polícia Federal identificou diálogos que indicavam pagamentos de propina em dinheiro vivo, no período em que era superintendente do INSS no Nordeste.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal identificou indícios de que Marcos de Brito seria o destinatário de propina no valor do R$ 20 mil enviada por Antônio Carlos Camilo Antunes, O Careca do INSS.

“Bom dia.

Estou em voo.

Preciso de uma gentileza no modo sigiloso.

O Marcos de Brito irá pegar com vc uma quantia de 20 mil reais”, escreveu por mensagem de WhatsApp.

Rubens lhe pergunta se o dinheiro estava dentro do cofre.

“Pegue no cofre e já deixe preparado para dar a discrição que a situação exige”, orientou o Careca do INSS, segundo informações do jornal.

Pouco depois de enviar a mensagem, ele reforça: “Coloque de maneira discreta em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”

O Correio tenta contato com a defesa de Marcos de Brito para comentar a exoneração e os suposto envolvimento do ex-diretor de Administração e Finanças do Dnit na fraude do INSS e no recebimento de propina.

Até o momento, não houve respostas.


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