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Conselho de Medicina pede investigação sobre assistência médica a Bolsonaro

Segundo a nota oficial do CFM, a condição de saúde do ex-presidente demanda um protocolo de monitoramento contínuo e imediato por diversas especialidades médicas
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 07/01/2026 15:56

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração imediata de uma sindicância para apurar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi divulgada pela entidade pelas redes sociais.

A determinação ocorre após o CFM receber denúncias formais que expressam preocupação com a garantia de assistência médica adequada ao paciente.

O conselho destacou que o histórico clínico de Bolsonaro é de alta complexidade, envolvendo sucessivas cirurgias abdominais e outras doenças preexistentes.

Segundo a nota oficial do CFM, a condição de saúde do ex-presidente demanda um protocolo de monitoramento contínuo e imediato por diversas especialidades médicas.

O órgão também reforçou que a autonomia do médico assistente deve ser respeitada e não pode sofrer interferências externas de qualquer natureza.

O CFM ainda frisa que “a autonomia do médico assistente é soberana na definição da conduta terapêutica, não podendo sofrer qualquer tipo de interferência externa, por se tratar de ato profissional que goza de presunção de verdade e respaldo ético e legal.”

Bolsonaro passa por exames após queda

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (7/1), onde ele realiza exames, após cair em sua cela na madrugada de terça-feira (6/1). 

A ida ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido apresentado pela defesa.

Os advogados do ex-presidente afirmaram que o pedido médico descreve um “quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

Na terça-feira, após a Polícia Federal informar que haviam sido constatados apenas ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar, Moraes afirmou não haver urgência para a ida ao hospital.

No entanto, solicitou detalhes sobre os exames previstos e o laudo médico, o que levou à autorização concedida nesta quarta-feira.


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