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STF retoma julgamento do núcleo 3 da tentativa de golpe; Moraes vota

Grupo é acusado de planejar assassinato de autoridades e de pressionar Alto Comando do Exército. Relator vota nesta terça-feira (18/11); acompanhe
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 18/11/2025 15:17

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (18/11), o julgamento do núcleo 3 da trama golpista. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles teriam sido responsáveis, segundo o relatório, de planejar assassinato de autoridades e de pressionar Alto Comando do Exército para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

A sessão de hoje foi iniciada com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Em seguida, devem votar Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e, por fim, pelo presidente do colegiado, Flávio Dino.


Em seguida, caso haja condenação, o colegiado passa à chamada dosimetria, fase em que é feito o cálculo da pena imposta individualmente a cada condenado.

Na semana passada, a Primeira Turma concluiu a etapa das sustentações orais da PGR, responsável pela acusação, e das defesas dos réus.

O grupo julgado é formado por nove militares de alta patente entre eles os chamados “kids pretos” e um agente da Polícia Federal.

De acordo com a denúncia, o núcleo planejou as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa, incluindo uma operação voltada ao assassinato de autoridades.

São réus:

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (general da reserva);
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
  • Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal).

  • Eles respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

  • ‘Punhal Verde e Amarelo’

As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022.

A denúncia apresentada pela PGR ao STF sobre o golpe também indica uma das táticas para o golpe teria sido uma campanha pública deliberada para pressionar o Alto Comando das Forças Armadas a aderir a trama golpista.

Além disso, o núcleo era responsável por planejar os assassinatos do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio ministro Alexandre de Moraes.

Eles também teriam atuado para fazer o monitoramento das autoridades.

O grupo é formado por militares do Exército, da ativa e da reserva, além de um agente da PF.

Segundo a investigação, o plano foi batizado pelos golpistas de “punhal verde e amarelo” e aconteceria em 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação da chapa Lula e Alckmin no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também três dias depois dos ataques na sede da Polícia Federal, em Brasília. https://youtu.be/6qoec5nXrbU?si=2lvsgSCZZdukpC69