Dino cobra "lealdade" em atuação no STF
Presidente da Primeira Turma do Supremo faz advertência depois de sequência de acusações feita por defensor de tenente-coronel, que está sendo julgado no núcleo 3 da trama golpsta
- Categoria: Geral
- Publicação: 13/11/2025 05:37
O comportamento do advogado de um dos réus do núlceo 3 da trama golpista levou o presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, a cobrar "lealdade" das defesas que vêm atuando na Corte.
O ministro fez questão de frisar que há valores e exigências de conduta, e assegurou que o STF valoriza as argumentações que vêm sendo apresentadas em favor dos réus no processo.
A intervenão de Dino foi em função da sustentação do advogado Jeffrey Chiquini, que defende o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo.
Ele assegurou que o militar não tem ligação com as ações do Plano Punhal Verde-Amarelo — que previa a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral — e que não participou de reuniões preparativas para o golpe, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
"Ministro presidente, veja só a insanidade acusatória.
Como um tenente-coronel, que é liderança, não participa das reuniões de planejamento?
Não faz sentido", argumentou Chiquini.
O defensor continuou as críticas, voltadas, sobretudo, para o delegado federal Fabio Shor, para o subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, e na direção do preóprio STF, ao afirmar que não teve acesso às provas contra o cliente.
Foi quando Dino interveio, salientando que quem faz parte do Judiciário precisa seguir a lei e o Código de Ética, dentro e fora das Cortes.
“Fazemos questão de acentuar que o tribunal, assim como faz em relação às partes, exige também como dever legal de respeito.
E isto vale para esta tribuna, que não é uma tribuna parlamentar, que não é uma tribuna do tribunal do júri, e vale também para as outras manifestações externas a este plenário.
O tribunal tem sido, ao longo desses mais de 100 anos de República, extremamente leal com a advocacia brasileira.
Portanto, reivindicamos idêntico tratamento, não só nesta tribuna como fora dela”, cobrou o ministro. https://youtu.be/6qoec5nXrbU?si=tg_nJohTYg6Dbxft
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