De William Bonner a César Tralli: o fim de uma era na Globo
O Jornal Nacional precisa se reinventar como o mediador da opinião pública na era das redes sociais. Ocorre que o leito de formação dessa opinião está oculto na nuvem de algoritmos
- Categoria: Geral
- Publicação: 07/09/2025 05:50
No livro A Globo - Hegemonia (1965-1984), primeiro volume da trilogia sobre a emissora, o jornalista Ernesto Rodrigues, um ex-profissional da emissora, mostra que não haveria Rede Globo sem o Jornal Nacional.
Walter Clark, chefão da Globo, convenceu um reticente Armando Nogueira, diretor de jornalismo, a colocá-lo no ar: "Vai ser o primeiro jornal nacional do país, um estouro".
Com aval de Roberto Marinho, a ideia era aproveitar a rede de micro-ondas da Embratel, financiada pelo regime militar, e atrair anunciantes.
O JN estreou em 1º de setembro de 1969, apresentado por Cid Moreira e Hilton Gomes, com censura e presença do SNI nos estúdios.
A principal notícia, a posse da Junta Militar que substituiu Costa e Silva, teve apenas 46 segundos.
O alargamento da Praia de Copacabana, a morte de Rocky Marciano e o gol de Pelé rumo à Copa de 1970 receberam maior cobertura.
Era a regra do jogo da ditadura.
Mas assim nasceu o mais importante programa da TV brasileira. https://youtu.be/6qoec5nXrbU?si=reemjl7kBhavMdML
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