Cármen Lúcia rebate advogado e nega defesa do voto impresso no TSE
Ministra interrompeu sustentação para corrigir informação durante julgamento do "núcleo da desinformação" da trama golpista
- Categoria: Geral
- Publicação: 14/10/2025 17:41
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu, nesta terça-feira (14/10), declaração feita por um dos advogados de defesa durante o julgamento do Núcleo 4 da trama golpista que trata da desinformação.
A magistrada negou que, enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tenha defendido a adoção do voto impresso no país.
Durante a sustentação oral, o advogado de um dos réus citou o TSE ao argumentar que a discussão sobre o voto impresso não era nova e teria sido considerada em gestões anteriores da Corte Eleitoral.
O comentário motivou a reação imediata de Cármen Lúcia, que fez questão de corrigir a informação em plenário.
“Apenas para dizer que, em nenhum momento e tenho certeza de que o advogado não pretendeu, eu imagino, afirmar, mas, para não deixar nem subliminarmente compreensível por alguém, foi dito expressamente, copiei:
O TSE mesmo pensou em voto impresso, e o Supremo disse: deixe isso para lá’.
Copiei o que foi dito exatamente.
Não é fato”, afirmou a ministra.
O esclarecimento da ministra Cármen foi recebido com atenção pelos demais magistrados e advogados presentes, e o defensor responsável pela fala não rebateu a correção.
O episódio ocorreu em meio a uma série de sustentações orais marcadas por críticas às instituições e tentativas de relativizar a gravidade dos ataques de 8 de janeiro.
O julgamento do Núcleo 4 da trama golpista, que envolve a apuração sobre a disseminação de desinformação e ataques ao sistema eleitoral, continua em andamento no Supremo.
A etapa atual analisa a responsabilidade de acusados por promoverem campanhas de descrédito contra o processo democrático. https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=sDXP1APIocpBtN0G
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